A máfia dos bichos
- Icawt
- May 20, 2020
- 1 min read
Muito além de reality, tráfico de animais no Brasil tira 38 milhões de bichos da mata por ano e gira R$ 3 bi
Paula Rodrigues De Ecoa, em São Paulo

Francisco era só um bebê quando foi encontrado sozinho na região serrana do Rio de Janeiro, em 2018. Não se sabe ao certo, mas acredita-se que perdeu a mãe dias antes. Fora morta. De alguma forma, ele se transformou em um sobrevivente do crime. Acontece que Francisco, apesar de ter um nome considerado relativamente popular pelo IBGE, não pode ser considerado um tipo comum. Na verdade, ele faz parte de um grupo que aos poucos vem desaparecendo no Brasil: é uma onça-parda, segundo maior felino do país, atrás apenas da onça-pintada. Uma espécie em extinção na fauna brasileira.
Assim como ele, a Silvinha, a Lourdes e o Peri — que são, respectivamente, uma jiboia, uma capivara e uma preguiça-de-três-dedos — se recuperam com ajuda do Instituto Vida Livre, uma organização que desenvolve trabalhos de proteção e reabilitação da fauna silvestre. A grande maioria vem de apreensões realizadas pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
Esses são nomes de apenas alguns bichos vítimas de tráfico, caça ilegal ou maus tratos. Vítimas também da priorização do capricho humano em detrimento do bem-estar de um animal. O país com a maior diversidade de fauna — e dono de 20% de toda a biodiversidade do mundo — é também um dos que mais a desrespeita.
コメント